Opinião

Opinião - José Richard

As maioria das calçadas da Ilha do Governador são verdadeiros símbolos do descaso do poder público e de moradores omissos. Pela legislação, a manutenção delas e dos respectivos muros cabe aos proprietários dos imóveis, que talvez desconheçam suas responsabilidades ou simplesmente não são orientados, advertidos e multados pelo relaxamento.


18/04/2019 - Edição 1933

As maioria das calçadas da Ilha do Governador são verdadeiros símbolos do descaso do poder público e de moradores omissos. Pela legislação, a manutenção delas e dos respectivos muros cabe aos proprietários dos imóveis, que talvez desconheçam suas responsabilidades ou simplesmente não são orientados, advertidos e multados pelo relaxamento.    Para uma população que na sua maioria está acomodada, as coisas só vão mudar se o poder público agir com mais rigor, tanto para exigir dos donos de terrenos a conservação das calçadas, quanto da Guarda Municipal e a PM agirem de modo vigoroso e permanente, multando o estacionamento irregular de veículos em cima das calçadas.    Muitos moradores até tem argumentos fortes para justificar o abandono das suas calçadas que são quebradas pelo uso permanente como estacionamento dos carros de estranhos sem o menor pudor. Motoristas mal educados chegam a obstruir totalmente a passagem dos pedestres colocando os veículos colados nos muros, numa demonstração absurda de falta de cidadania e respeito ao próximo. O problema é chato, mas não é difícil de ser resolvido. Alguns colocam obstáculos que impedem o estacionamento e preservarem as suas calçadas.   A realidade é que o uso das calçadas e a responsabilidade da sua conservação precisa ter leis mais atuais e adequadas a realidade de cada região. Sempre deve ser respeitada a preferência do pedestre. A colocação de lixo e entulhos nessas vias públicas é outra questão a ser discutida e regulada com urgência diante das catástrofes provocada pelas gigantescas tempestades que arrastam tudo que encontram pela frente.