Opinião

Opinião - José Richard

São atos de muita covardia os constantes assaltos aos passageiros dos ônibus frescões. Quando os bandidos entram nos ônibus surpreendem pessoas que se dirigem a compromissos pessoais e profissionais e ficam reféns diante das armas apontadas para suas cabeças.


29/03/2019 - Edição 1930

São atos de muita covardia os constantes assaltos aos passageiros dos ônibus frescões. Quando os bandidos entram nos ônibus surpreendem pessoas que se dirigem a compromissos pessoais e profissionais e ficam reféns diante das armas apontadas para suas cabeças.   Além da perda de valores e bens que são arrancados de suas mãos, os bandidos tomam de assalto à dignidade de homens e mulheres que ficam expostos a verdadeiras humilhações sem poder reagir. Durante o ritual dos assaltos, os passageiros dizem que a ocorrência demora poucos minutos que parecem uma eternidade, pois suas vidas passam a não valer nada, diante de tanta brutalidade.   Causa terror coletivo entre as vítimas, a eventual aproximação de uma viatura da polícia durante os assaltos. São momentos que geram calafrios entre os passageiros, pois todos esperam que não haja confronto. Durante o assalto a um ônibus da Ideal, que saia da Ilha, na semana passada, uma viatura de PM passou ao lado durante o assalto e os passageiros ficaram apavorados.    Além dos documentos e objetos pessoais perdidos, as vítimas desses assaltos precisam enfrentar a burocracia do registro policial para obter o documento que serve, tanto para garantir o pagamento do seguro de alguns pertences, como para facilitar as ações policiais que são priorizadas para as regiões e casos onde há maiores índices de crimes.   Para diminuir ou acabar com esses assaltos, que atualmente são até filmados por câmeras instaladas dentro dos ônibus, a polícia age com estratégias pontuais em busca dos resultados que a população espera. A operação policial é complicada e perigosa, pois exige muito cuidado com a vida de passageiros sob ameaça de armas.   Enquanto isso, os passageiros dos frescões vão continuar apostando na sorte e pedir proteção a Deus.