Opinião

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Vai ser muito complicado conter as invasões que continuam acontecendo no bairro do Galeão e arredores. Pessoas continuam a ocupar terras e se instalam em áreas militares sem que haja nenhuma infraestrutura para uma vida digna.


08/06/2018 - Edição 1888

Vai ser muito complicado conter as invasões que continuam acontecendo no bairro do Galeão e arredores. Pessoas continuam a ocupar terras e se instalam em áreas militares sem que haja nenhuma infraestrutura para uma vida digna. É impensável que a aeronáutica ainda não tenha percebido essas ocupações, e por isso imagino que as autoridades militares tenham em mãos planos para controlar o crescimento populacional em seus territórios. E, principalmente, criem condições humanas e dignas para acolher essas pessoas. É preciso estar atento como vai ser o fornecimento de água, luz, esgotos, e também proporcionar estrutura de educação e saúde. São condições mínimas para aceitar, com dignidade, a ocupação de uma nova área no Galeão.  A criação de novas comunidades na Ilha do Governador é preocupante, sobretudo no Galeão onde existem vastas áreas vazias e sob jurisdição militar, talvez por suas posições estratégicas perto do segundo maior aeroporto do país. É preocupante que boa parte da Avenida das Canárias, no trecho onde existem muros dos dois lados protegendo áreas da aeronáutica, aparentemente não existe vigilância e revela a fragilidade para impedir novas ocupações. Enquanto isso, em Tubiacanga, começam as obras para evitar o avanço das invasões no terreno ao lado da pista do aeroporto. A medida é da Rio Galeão, concessionária do aeroporto Tom Jobim, que deverá instalar um posto com vigias e cancela para controlar o acesso à Tubiacanga. O projeto também vai fechar e para os espaços à beira daquela estrada, onde habitualmente são abandonados, e muitas vezes incendiados veículos roubados.