Opinião

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17/03/2017 - Edição 1824

Um dos assuntos mais recorrentes nesta coluna é o problema das vans que transportam passageiros na Ilha do Governador. Não sei como funcionam em outras regiões da cidade, mas na Ilha esse serviço é péssimo. Além de não obedecerem nenhuma sinalização de trânsito, essas vans embarcam passageiros em qualquer lugar, mudam trajetos para não perder passageiros, além de causarem uma tremenda confusão ocupando a totalidade dos espaços nos pontos de ônibus. É uma vergonha!   A circulação de vans e kombis, principalmente as irregulares e em péssimo estado de conservação, ameaça a segurança dos passageiros e cria situações ameaçadoras no trânsito, como na quinta-feira (16), quando uma dessas vans piratas desrespeitou uma blitz e foi perseguida pela polícia, por cerca de três quilômetros, da entrada da Ilha até a Rua Antônio Nascimento, no Jardim Guanabara, onde parou depois de provocar um acidente.   A tentativa de organizar o sistema de vans fracassou porque inexiste fiscalização. O esforço da Guarda Municipal, que na Ilha nunca contou com um contingente com mais de 15 agentes, é insuficientes para controlar mais de 500 vans que circulam a toda velocidade pela região. E uma fiscalização séria, deveria verificar apenas as condições dos veículos ou da habilitação dos motoristas, mas incluiria o funcionamento do cartão Riocard, equipamento que vergonhosamente não é aceito em muitas vans.    Estamos reféns das vans e de todo tipo de desordem urbana que os motoristas desses veículos provocam. Sem fiscalização permanente e a aplicação de medidas duras para controlar a circulação o perigo nas ruas vai piorar e a população continuará sendo a única vítima das vans.    Desprotegido, resta ao cidadão pedir a proteção de Deus.