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Crianças têm aulas de vela no Jequiá

Os bons ventos e as águas da Praia da Engenhoca são o cenário de uma das modalidades que mais renderam ouros olímpicos ao Brasil: a vela. Em parceria com o Jequiá Iate Clube, os velejadores Alex Marlonn e Alexandre Biancatto ensinam para crianças a partir de 13 anos o esporte vitorioso e desenvolvem a consciência ecológica. “Além da difusão do esporte, o projeto visa ensinar sobre a preservação da baía. Ao velejar, o jovem percebe esse contato direto com a natureza e começa a ver os prejuízos trazidos pela poluição”, diz Alex que veleja há 22 anos.


26/10/2012 - Edição 1595

Os professores de vela Alexandre e Alex com os alunos Giovana, Letícia e Bruno
Os professores de vela Alexandre e Alex com os alunos Giovana, Letícia e Bruno

 

Os bons ventos e as águas da Praia da Engenhoca são o cenário de uma das modalidades que mais renderam ouros olímpicos ao Brasil: a vela. Em parceria com o Jequiá Iate Clube, os velejadores Alex Marlonn e Alexandre Biancatto ensinam para crianças a partir de 13 anos o esporte vitorioso e desenvolvem a consciência ecológica. “Além da difusão do esporte, o projeto visa ensinar sobre a preservação da baía. Ao velejar, o jovem percebe esse contato direto com a natureza e começa a ver os prejuízos trazidos pela poluição”, diz Alex que veleja há 22 anos. Apesar das adversidades e da falta de recursos, o projeto tem ido de vento em popa e a turma já conta com 15 alunos. As aulas realizadas aos sábados no Jequiá das 10h às 17h são gratuitas para alunos da rede pública e jovens de comunidades carentes. Alexandre Biancatto acredita que a iniciativa é uma forma de dar acesso a todos e expandir a prática da vela na Ilha. “Muitos pensam que é um esporte somente para os ricos, mas qualquer um pode aprender e velejar. As crianças na primeira aula já aprendem a montar o barco e logo já estão no mar”, conta Alexandre, velejador há mais de 13 anos. Para Bruno Magalhães a simplicidade na montagem das embarcações é a mesma de quando está velejando e o prazer de estar no mar substituiu até mesmo o seu videogame. “É preciso ter ao mesmo tempo agilidade e paciência, já que depende das condições do vento. Passear de vela é melhor do que jogar videogame e o meu controle agora é o leme”, brinca Bruno de 13 anos. Além da prática na frota que possui quatro laser, um snipe, um hobie cat e dois veleiros oceânicos, as crianças também aprendem a parte teórica através de vídeos e apostilas, e também da parceria com os escoteiros do mar, que ensinam sobre civismo, reciclagem e preservação. Apesar da parte social, o objetivo do projeto também é formar atletas na modalidade para disputar competições. “O principal é formar cidadãos conscientes do respeito à natureza, mas também queremos levar os alunos para disputar as regatas” explica Alex. Para os interessados a se aventurar no mar e desenvolver uma consciência ecológica, o professor Alex Marlonn dá a dica. “Os insulanos deveriam aproveitar mais os benefícios de viver rodeado por essas águas. O combustível da vela é o vento. Basta ter vontade e saber nadar” anuncia. As inscrições podem ser feitas na secretaria do Jequiá Iate Clube.