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Lentidão nas obras causa transtorno

As obras de instalação da nova rede de drenagem na Rua Gustavo Augusto de Rezende têm prejudicado a vida dos moradores da localidade.


14/09/2012 - Edição 1589

Intervenção na Rua Gostavo Augusto de Rezende dura dois meses e moradores reclamam do relaxamento das obras
Intervenção na Rua Gostavo Augusto de Rezende dura dois meses e moradores reclamam do relaxamento das obras

 

As obras de instalação da nova rede de drenagem na Rua Gustavo Augusto de Rezende têm prejudicado a vida dos moradores da localidade. Com calçadas ocupadas por paralelepípedos e manilhas, trechos interditados e poucos operários trabalhando, o que provoca lentidão nas obras. O projeto promete solucionar os alagamentos que ocorrem em dias de chuva forte na Portuguesa, mas é alvo de inúmeras reclamações de pessoas que cobram mais rapidez no trabalho e uma logística que não traga tantos transtornos a quem vive na região.  Geny Alpaca que mora no prédio 238 da rua, reclama da falta de planejamento para a realização da obra e do descaso da empreiteira responsável com a situação dos moradores. – Com relação a intenção e o objetivo do projeto, estamos satisfeitos pela iniciativa, mas as obras estão muito lentas e estão sendo executadas do jeito que trás muitas dificuldades para quem mora na rua. Com a demora e a falta de limpeza constante, os carros passam e levantam a poeira que se acumula cada vez mais. No meu edifício, idosos estão acamados e não podem sair de casa para fazer suas atividades médicas e crianças estão sofrendo com a inalação dessa poeira. Além disso, o pó da obra entrou e estragou meu ar-condicionado e, como temos que ficar com as janelas de casa fechada para não sermos alvo dessa sujeira, o calor é insuportável – desabafa Geny que vai recorrer na justiça dos prejuízos causados no seu aparelho. Vizinho de Geny, Lertz Pimentel de 84 anos, conta que seu apartamento já foi alvo de vândalos, que utilizam os materiais da obra para depredar as residências da rua. – De madrugada, jovens passam por aqui e jogam as pedras da obra nos prédios. Minha janela já foi alvo de um desses marginais, por sorte não foi a principal e ninguém estava próximo. Além disso, eles se penduram e tentam derrubar as manilhas que ainda não foram colocadas. Esse trecho daqui deveria ser interditado e só começar quando terminassem próximo ao Condomínio Santos Dumont – se queixa Lertz, que ainda relata que, por conta das pedras, os pedestres têm muita dificuldade para andar nas calçadas, principalmente os idosos. Morador do prédio há seis anos, José Carlos da Silva não consegue sair de casa para fazer as aulas de fisioterapia na recuperação de um AVC, e desde o início das obras, as janelas de seu apartamento estão fechadas.  – Está muito complicado de respirar, e por isso fica difícil sair de casa. Não há uma limpeza regularmente no local. Um caminhão pipa deveria jogar água na rua pelo menos três vezes ao dia para baixar essa poeira. Há também pedras no portão do prédio, dificultando a saída dos moradores e a passagem dos pedestres – diz José. De acordo com a Rio Águas, a obra que começou há dois meses, tem previsão de conclusão para novembro. Para o músico Tadeu Baki, que mora no Condomínio Santos Dumont, o prazo é muito longo para o desconforto que trás para os moradores. – Tem muitas pessoas com problemas respiratórios devido ao pó de asfalto que fica suspenso no ar com a passagem dos veículos. As residências em frente à rua são as mais prejudicadas porque ficam em contato direto com essa sujeira. A rua precisa de uma limpeza geral, pois não há condições de permanecer assim até o fim das obras. Até o fechamento desta edição, a Rio Águas não tinha enviado os esclarecimentos solicitados pela redação sobre a lentidão e falta de planejamento das obras.