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Campo do Aterro está abandonado

A má conservação das quadras e do campo de futebol do Parque Manoel Bandeira, no Cocotá, afasta quem deseja usar o local para praticar esportes. Além de grades de proteção quebradas, falta a tabela para jogar basquete, a base para armar a rede de vôlei e o campo de futebol está tomado por barro e pedregulhos. Os frequentadores reclamam que aguardam a conclusão da reforma iniciada há oito meses.


10/08/2012 - Edição 1584

A má conservação das quadras e do campo de futebol do Parque Manoel Bandeira, no Cocotá, afasta quem deseja usar o local para praticar esportes. Além de grades de proteção quebradas, falta a tabela para jogar basquete, a base para armar a rede de vôlei e o campo de futebol está tomado por barro e pedregulhos. Os frequentadores reclamam que aguardam a conclusão da reforma iniciada há oito meses.

 

O advogado Jorge Lima conta que costumava jogar futebol com os amigos todos os sábados no Aterro, mas desde o início do ano, que o grupo está parado.

 

– Até agora não dá para chamar de reforma o trabalho executado. Primeiro eles substituíram o saibro por grama sintética e nunca fizeram manutenção. A grama ficou podre e depois de queixas, eles simplesmente tiraram tudo e deixaram só no barro. Trocaram o alambrado somente do campo, esqueceram-se das quadras, e nunca mais voltaram – se queixa Jorge.

 

De acordo com ele, antes da instalação da grama sintética, não havia problemas com a manutenção do campo. "Jogo futebol aqui há mais de 30 anos e na época que o campo era de saibro, a manutenção estava sempre em dia. Tinha pelada diariamente, até times femininos jogavam aqui. Com a recolocação da grama sintética, vamos ter que cuidar da manutenção por conta própria, porque já vimos que se esperarmos, vamos ficar sem jogar por muito tempo", diz.

 

O professor de futebol Damião de Souza ainda se arrisca pelo campo. "É uma pena que o Parque esteja tão abandonado. Dou aulas no projeto "Em busca de um Ideal" para as crianças do Dendê e o onde vou levá-las para jogar? Esse é o campo mais próximo da comunidade, mas é um risco, está cheio de pedras e nos dias seguintes depois de chuva é um lamaçal", lamenta.

 

Antônio Ramos lembra que quando o campo estava em boas condições, o dia todo o local ficava movimentado com os jogos. Agora os alambrados e arquibancadas são usadas como um mictório, vivem fedorentas", denúncia Antônio que frequenta o Aterro diariamente. Para Willis Gomes que mora em Tubiacanga a falta de manutenção do campo é uma perda enorme para a região.

 

– Já joguei muito aqui, mas hoje em dia quem ainda tenta jogar convive ou com lama ou com poeira que sobe do barro. Fazia fila para jogar antigamente, agora está abandonado – diz.

 

A Fundação Parques e Jardins informou ao jornal que as obras para concluir a reforma do campo de futebol serão reiniciadas no próximo dia 20 de agosto. De acordo com a fundação, os técnicos farão a vistoria do campo para instalar nova grama sintética.