05/04/2012 - Edição 1566
Desde o começo do ano que moradores e comerciantes da região estão se queixando do número de assaltos e sequestros relâmpagos na Ilha. De acordo com as vítimas a abordagem é sempre semelhante. Motoqueiros armados assaltam motoristas em ruas com pouco policiamento noturno ou sequestram motoristas na parte da manhã. No Cacuia, as reclamações são da falta de policiamento, que no último final de semana resultou na tentativa de arrombamento da garagem do Edifício Comercial Del Cid, que fica na Estrada da Cacuia.
Marcelo Mattos é síndico do edifício comercial Del Cid que fica no Cacuia, ao lado da Citycol. Ele relata que na madrugada de sexta para sábado, o porteiro do edifício encontrou sinais de arrombamento no portão dos fundos da garagem que fica no segundo andar.
– Foi um susto grande, mas, felizmente, quem tentou não conseguiu. Já enviei uma circular interna, pedindo para que todos os comerciantes prestem bastante atenção ao entrar e sair, mas eu acho que a Rua Ericeira, que dá entrada para a garagem, é muito perigosa – comenta.
Responsável pelo restaurante Sushiro, Nicole Maroni conta que pela sétima vez foi assaltada no Jardim Guanabara. "Na quarta-feira (28), eu estava indo visitar a minha mãe na Rua Nazareth de Menezes, quando um motoqueiro apontou uma arma na janela do meu carro e pediu que eu passasse celular, bolsa, dinheiro e tudo de valor. A última vez foi há quatro meses, nem fazia tanto tempo assim e lá estava eu passando pelo mesmo transtorno de novo. Nunca tem viaturas próximas, é sempre fácil para eles", conta Nicole que também já sofreu um sequestro relâmpago há um ano. "A insegurança nunca acaba", desabafa.
No começo de março, o segurança Alberto de Oliveira foi vítima de um sequestro relâmpago na Rua Primeiros Sonhos, próximo ao Iate Clube. Abordado por dois homens em uma moto, Alberto foi forçado a entregar a direção do carro para um deles e teve um capuz colocado na cabeça ao passar para o banco de trás. "Eles abandonaram a moto para entrar no meu carro. Pegaram meus documentos na carteira, celular, dinheiro e depois de quase duas horas me largaram sem nada na Ilha do Fundão. Foi um dia de terror na minha vida. Até hoje cancelo cheques no banco. Dei queixa, mas acho que a polícia poderia agir com mais rigor", conta.
Assim como Alberto, Marcelo e Nicole também fizeram queixas na 37ª DP, contudo, de acordo com o comandante do 17° BPM, o Tenente Coronel Ezequiel Oliveira de Mendonça, é a falta de queixas na delegacia que impede que ações da polícia militar sejam tomadas.
– A nossa estratégia de segurança é feita com base nos relatórios de queixas criminais que recebemos da Secretaria de Segurança e da 37ª DP. No mês de março percebemos um aumento no número de roubos de carros, mas quanto a outros delitos estamos cumprindo as metas determinadas pela Secretaria de Segurança – diz. Sobre os sequestros relâmpagos, Ezequiel acredita que esse tipo de crime é cometido por bandidos de outras regiões e uma ação em conjunto com as unidades da Nova Holanda e do Parque União está em andamento.
- Temos que trabalhar junto com outras unidades da PM para que os resultados sejam alcançados. Em março, começamos uma operação dispondo cinco viaturas para fazer o policiamento no Jardim Guanabara na parte da manhã. Dessa forma, acreditamos, vamos inibir este tipo de crime na região," explica o comandante.