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Projeto de terapia acolhe comunidade

Ação oferece grátis terapia para ideação suicida, depressão e ansiedade severa


Por Daniel Santos

12/06/2026 - Edição 2306

O psicólogo Sebastião Ferreira reunido com sua equipe voluntária após uma sessão de atendimento
O psicólogo Sebastião Ferreira reunido com sua equipe voluntária após uma sessão de atendimento

Com encontros semanais e gratuitos, um projeto social coordenado pelo psicólogo Dr. Sebastião Ferreira tem sido um verdadeiro lugar de esperança para muitas pessoas na Ilha do Governador. Criado em 2014, o grupo de terapia e acompanhamento psicológico realiza reuniões semanais às quintas-feiras, de 13h às 15h, em espaço na Matriz Nossa Senhora do Loreto, no Galeão.

A ação recebe pacientes com ideação suicida, auto lesão, depressão e ansiedade severa. Ao longo dos anos, mais de 400 pessoas já foram atendidas e receberam ajuda emocional. O espaço promove um ambiente seguro de acolhimento mútuo. A dinâmica principal é baseada em uma grande roda de conversa e análise, onde os participantes têm liberdade para relatar suas experiências da semana e as vivências gerais acumuladas ao longo de suas trajetórias.

O projeto se destaca por ser totalmente aberto a todos os gêneros, idades e classes sociais. Embora os encontros aconteçam dentro de uma igreja, a iniciativa é laica e não é necessário professar a fé católica para fazer parte.

Os temas tratados nas reuniões costumam ser delicados e sensíveis, mas a partir dos testemunhos compartilhados, os integrantes encontram conforto. O fundador do grupo, Sebastião Ferreira, explica sobre o ambiente do projeto e a abordagem que é utilizada.

— Diferente das clínicas, aqui os participantes se sentem livres para falar, ou não, sobre os assuntos na mesa e buscam nossa ajuda por conta própria. Não se sentem forçados a nada. Utilizamos as abordagens de terapia sistêmica, logoterapia e psicodrama, o que ajuda nesse processo de acolhimento — afirma.

Thalita Helena Vecchio, psicóloga e voluntária há cinco anos, conta como o trabalho social impacta a comunidade que tanto precisa dessa ajuda.

— O modelo de grupo é o diferencial para as pessoas que chegam. O ambiente potencializa o desenvolvimento e os próprios pacientes dão conselhos uns aos outros na intenção de ajudar. Eles entendem que, por mais que minha dor seja grande, a do outro também importa — finaliza.

De acordo com os coordenadores do grupo, há uma forte abertura para que os participantes se identifiquem uns nos outros, permitindo comparar realidades, expor dores cotidianas e construir soluções práticas de alívio mútuo. O impacto do projeto na preservação da vida é importante e possui resultados significativos.

Desde a fundação, nenhum dos pacientes atendidos atentou contra si mesmo. Esse sucesso é fruto de um trabalho sério feito por uma equipe de 26 pessoas atuando voluntariamente, com profissionais formados e estudantes. Informações: 98176-9766.