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Prefeitura acolhe vulneráveis nas ruas

Ação foi positiva e integrada com órgãos de segurança e assistência social


28/08/2020 - Edição 2004

Comlurb, GM, Polícia Militar e servidores municipais: juntos no acolhimento
Comlurb, GM, Polícia Militar e servidores municipais: juntos no acolhimento

Nesses tempos de frio, sobretudo à noite, quando pessoas sozinhas e desamparadas que vivem em situação de vulnerabilidade social nas ruas sofrem ainda mais, uma ação organizada, na terça, dia 18, por uma equipe de servidores da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, Guarda Municipal, Secretaria de Ordem Pública, Comlurb e Polícia Militar atuaram nos bairros do Galeão, Portuguesa e Village para oferecer apoio e abrigo público a essas pessoas.
A assistente social Magda Ladeira, servidora da secretaria de Assistência Social atribuiu um saldo positivo ao trabalho.

— Conseguimos acolher cinco pessoas, que é um número importante, tendo em vista que a maioria das pessoas que moram nas ruas normalmente têm algum histórico de adicção ou alcoolismo.

Esse o caso do Jerônimo Xavier, 69, que foi abordado dormindo na Rua Maestro Paulo e Silva. Jerônimo, vive nas ruas há 9 anos, após virar dependente de álcool.

GM e assistente social orientam o morador de rua

— Eu tinha família em Juiz de Fora, Minas Gerais e trabalhava num aviário. Infelizmente adoeci por causa da cachaça e minha esposa e filhos pediram para eu me afastar após uma briga familiar. Fiquei morando nas ruas de Juiz de Fora por um ano e depois vim para o Rio de Janeiro. Já passei por todos os abrigos da cidade, mas sempre perco a vaga porque saio e fico muitos dias nas ruas — disse o idoso.

Além de seu Jerônimo outros quatro desabrigados, que estavam na República Árabe da Síria e na Avenida Maestro Paulo e Silva aceitaram ser conduzidos ao Hotel Solidário Profeta Gentileza, em Bonsucesso.

A Assessoria de Comunicação da prefeitura informou que o trabalho de acolhimento acontece frequentemente e que vai continuar atuando na Ilha duas vezes por semana em dias e horários aleatórios. Na região também funciona o Centro Stella Maris, importante instituição para reinserção social que atualmente atende 369 pessoas, entre homens, mulheres e idosos utilizando as centrais de recepção Tom Jobim — para adultos e famílias — e Carlos Portela — destinado à 3ª idade. O complexo oferece, entre outras atividades, uma rotina mensal de atividades com visitas a espaços de cultura, de lazer e de esporte da cidade.