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Posto de castração de pets faz falta

Unidade da prefeitura que realizava atendimentos gratuitos deve voltar até julho


04/06/2021 - Edição 2044

Cartazes na porta do posto informam a suspensão dos atendimentos
Cartazes na porta do posto informam a suspensão dos atendimentos

Inaugurado em novembro do ano passado, o Posto Veterinário instalado pela prefeitura no Aterro do Cocotá, ao lado da sede da Famig, está com as atividades suspensas desde o fim de abril. O fechamento sem aviso prévio irritou os insulanos que levavam seus pets para tratar da saúde dos seus animais. Os protetores de animais da região estão receosos que os serviços não retornem, pois outras unidades veterinárias da prefeitura também não estão funcionando.  

Reivindicação antiga dos insulanos, a instalação da unidade no fim de 2020, foi bastante comemoradaUma das propostas do posto era atender gratuitamente animais doentes ou realizar a cirurgia de castração, inclusive em animais abandonados. maior receio dos protetores de animais é que estes animais que perambulam pelas ruas procriem e tornem ainda maior o número de pets sem um lar, já que as atividades no posto estão paralisadas. 

— É uma situação difícil. O posto da Ilha do Governador foi uma conquista muito importante, não podemos perder isso. Nós, protetores atuantes, estávamos conseguindo castrar um número grande de animais de colônias e resgatados da região. Fazíamos um trabalho incansável visando diminuir o número de animais abandonados procriando nas ruas. Sem o posto, dificulta muito nossas ações, já que temos que tirar dinheiro do próprio bolso para manter esses animais seguros. Além disso, dificulta ainda mais pessoas que não tem condições de levar seu próprio pet em uma veterinária particular para atendimento geral e castração — explica a insulana Newa Carvalho, que ajuda no resgate de animais abandonados.  

O insulano Matheus Carvalho foi surpreendido quando chegou ao posto veterinário do Cocotá e encontrou tudo fechado, apenas com um cartaz informando a suspensão das atividades. “Tinha combinado de voltar em quatro meses quando o Apollo, meu cãozinho, tivesse melhor de saúde. Espero que os atendimentos voltem o quanto antes, pois no momento não tenho condições de pagar uma castração para ele”, lamenta Matheus.  

Procurada, a Secretaria Municipal de Proteção e Direito Animal (SMPDA), informou que o motivo da suspensão das atividades ocorreu em virtude do encerramento do contrato com veterinários que atendiam no posto. Ainda, segundo o órgão, o posto não estava registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e algumas instalações não haviam sido concluídas. A pasta garantiu que em cerca de 20 dias, a unidade será reaberta para atendimento ao público.