21/08/2026 - Edição 2316
A Rua Mileto Maciel, no Cacuia, merece uma atenção especial quando o assunto é limpeza. O acúmulo de lixo e entulhos nas calçadas e na própria via vem, há algum tempo, incomodando os moradores e deixando uma pergunta inevitável. Até quando a população desta rua terá de conviver com uma situação que já poderia ter sido ser resolvida há bastante tempo.
Calçada não é depósito de lixo. É espaço destinado à circulação de pedestres, especialmente de idosos, crianças e pessoas com dificuldades de mobilidade. Quando sacos de lixo, entulhos e outros resíduos ocupam esse espaço, o direito de ir e vir é prejudicado, além de tornar o ambiente desagradável e favorecer o aparecimento de baratas, ratos e outros vetores que ameaçam a saúde.
O problema, porém, não decorre apenas da falta de limpeza. Há também a atitude irresponsável de pessoas que, vindas de outros locais, descartam resíduos na Mileto Maciel, como se essa rua fosse uma extensão de suas próprias lixeiras. Quem vive tendo lixo e entulho diante da porta de casa experimenta diariamente uma situação de desconforto que ninguém deveria ser obrigado a suportar.
A responsabilidade precisa ser compartilhada. Se cabe ao poder público garantir a limpeza, colocar equipamentos apropriados para o descarte de lixo e fiscalizar o descarte irregular, cabe também a cada cidadão preservar os espaços que pertencem a todos. Uma rua limpa não depende exclusivamente do trabalho dos garis, mas da educação e cidadania de todos para impedir que as áreas públicas sejam transformadas em depósitos.
Os moradores da Mileto Maciel não estão pedindo privilégio. Reivindicam apenas o básico, uma rua limpa, organizada e digna. É preciso um olhar mais atento das autoridades dos serviços de limpeza para essa realidade, enquanto cabe à população compreender que respeitar o espaço público é uma demonstração elementar de cidadania.
Cuidar da Rua Mileto Maciel é cuidar de seus moradores. E cuidar da Ilha do Governador começa justamente por atitudes que, embora pareçam pequenas, revelam o quanto uma comunidade valoriza a qualidade de vida e o lugar onde vive.
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