Opinião

Opinião – José Richard

Cidadania na Prática


24/07/2026 - Edição 2312

Manter a Ilha do Governador como uma das regiões de melhor qualidade de vida da cidade do Rio de Janeiro depende, sem dúvida, da atuação do poder público. Entretanto, essa missão também passa, diariamente, pelas atitudes de cada morador. A verdadeira transformação nasce quando a cidadania deixa de ser apenas um discurso e se torna um hábito coletivo.

Cada insulano pode contribuir preservando o patrimônio público, cuidando das praças, respeitando os equipamentos de lazer, evitando estacionar sobre as calçadas e garantindo o direito de ir e vir dos pedestres. São gestos simples, mas que fortalecem o senso de respeito e ajudam a desestimular práticas ilegais, como a atuação de flanelinhas ilegais que se aproveitam da desordem urbana.

Também é inadmissível conviver com o descarte de lixo nas ruas, a pichação de muros e fachadas e outras ações de vandalismo que degradam a paisagem, causam prejuízos financeiros e demonstram absoluto desrespeito à coletividade. Esses atos precisam ser combatidos com fiscalização rigorosa, aplicação da lei e, principalmente, por meio da reprovação da própria sociedade, que não pode aceitar a banalização da incivilidade.

Felizmente, a imensa maioria dos moradores demonstra consciência, responsabilidade e orgulho de viver na Ilha. É justamente essa parcela da população que deve continuar liderando pelo exemplo, incentivando práticas de educação, limpeza, organização e respeito aos espaços públicos.

Ao mesmo tempo, é legítimo e necessário cobrar das autoridades investimentos permanentes em mobilidade urbana, com transporte público de qualidade, ampliação dos horários das barcas, criação de novas linhas de ônibus circulares e manutenção eficiente da infraestrutura local.

Quando cidadania e poder público caminham na mesma direção, os resultados aparecem, mesmo que lentamente. Com participação ativa, fiscalização, respeito às regras e valorização dos bons exemplos, a Ilha do Governador pode não apenas preservar sua tradição de qualidade de vida, mas consolidar-se – que é o que queremos –, como uma região referência de civilidade, organização e compromisso coletivo.