20/02/2026 - Edição 2290
Tubiacanga é um bairro bucólico da Ilha do Governador e abriga cerca de cinco mil moradores que convivem diariamente com algumas realidades duras e injustas; como a falta de conservação da única via de acesso à localidade. Um problema que transforma o simples direito de ir e vir em um verdadeiro desafio diário.
A estrada que liga Tubiacanga ao restante da Ilha corre paralela à pista principal do Aeroporto Internacional do Galeão e tem mais de um quilômetro de extensão. Não se trata, portanto, de um pequeno trecho esquecido, mas de uma via essencial para trabalhadores, estudantes, idosos e visitantes. Buracos, desníveis perigosos e poças de água suja compõem um cenário que se agrava em períodos de chuvas, tornando o acesso ainda pior.
À noite, o sofrimento se intensifica. A ausência quase total de iluminação pública transforma a estrada em um corredor escuro e inseguro. A sensação de abandono é reforçada pela inexistência de patrulhamento policial. A estrada é deserta, onde qualquer pane mecânica ou abordagem suspeita é muito perigosa. Para quem depende do transporte público, a situação é ainda mais cruel: poucos horários de ônibus e longas esperas ampliam o cansaço físico e emocional da população.
As calçadas desta única via de acesso ao bairro estão tomadas pelo mato e por alagamentos, obrigando pedestres a dividir espaço com veículos em uma pista estreita e de mão dupla. Um risco diário que fere a dignidade de quem apenas tenta voltar para casa.
Tubiacanga não pede privilégios. Precisa de ajuda. Precisa de obras de recuperação do asfalto, conservação das calçadas, iluminação adequada da via e ampliação dos horários do transporte público. Todas são medidas urgentes. Garantir acesso seguro ao bairro é garantir cidadania a quem resiste, com dignidade, em um dos recantos mais tradicionais da Ilha do Governador, cujas crianças, adultos e idosos merecem dignidade.
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