Opinião

Opinião – José Richard

Conscientização


13/02/2026 - Edição 2289

Mesmo com o tempo bom e em dias de sol é bom refletir que a cada verão, a cena se repete com mais intensidade e menos surpresa como aconteceu até meados deste fevereiro. Chuvas fortes, ruas alagadas, árvores derrubadas pelo vento. Realidades que geram muitos prejuízos confirmando a sensação de que o planeta dá sinais claros de esgotamento.

Alagamentos que são gerados por bueiros entupidos pelo lixo e resíduos de toda espécie - como os não biodegradáveis -, além do escoamento por galerias pluviais antigas, subdimensionadas e frágeis, para uma região que hoje abriga cerca de 300 mil habitantes.

Por outro lado, árvores sem poda adequada são arrancadas pelas poderosas ventanias complementado o caos após cada temporal. Cada tempestade é uma nova ameaça e comerciantes veem suas lojas invadidas pela água, enquanto moradores perdem bens conquistados com esforço, e o cotidiano é interrompido por transtornos imprevisíveis que precisam ser minimizados com responsabilidade coletiva. De todos nós!

Os dados pluviométricos são alarmantes. O volume de chuva já ultrapassou a média prevista para todo o mês de fevereiro, mesmo antes de sua metade. Esse desequilíbrio climático não é um acaso. Ele dialoga diretamente com um mundo marcado pela poluição crescente, e por imagens diárias de um planeta doente, com ilhas de lixo flutuando sem rumo pelos oceanos, e enchentes cada vez mais frequentes em todos os continentes em desequilíbrio.

É certo que precisamos de investimentos púbicos em infraestrutura, manutenção urbana e adaptação às novas realidades climáticas. Mas também é necessária uma mudança de atitude de cada cidadão. O lixo jogado na rua não desaparece. Ele volta em forma de alagamentos, prejuízos e riscos.

Cuidar do descarte correto dos resíduos – recicláveis e orgânicos, por exemplo - é um gesto simples, mas poderoso para evitar ou reduzir futuros desastres naturais. Se cada um fizer a sua parte, será possível diminuir danos, preservar vidas e construir um futuro menos vulnerável. O planeta pede socorro. Ignorar não é mais uma opção. As autoridades e cada um de nós precisamos agir com mais intensidade em busca do bom senso e sobrevivência.