19/12/2025 - Edição 2281
A ação da Polícia Militar que retirou barricadas em comunidades representa mais do que uma medida operacional de segurança: trata-se de um passo essencial para a devolução de uma liberdade básica que está subtraída dos moradores.
Os obstáculos improvisados nas vias não apenas limitam a circulação de veículos particulares e de visitantes, como também colocam em risco vidas ao dificultar ou impedir o acesso de ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros e outros serviços de emergência. Em situações de acidente ou urgência médica, cada minuto conta — e as barricadas transformam o socorro em uma corrida de obstáculos.
Os prejuízos recaem principalmente sobre os mais vulneráveis. Idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e cadeirantes enfrentam dificuldades diárias para conseguir transporte, seja por táxis, carros de aplicativo ou mesmo pela ajuda de familiares. O direito de ir e vir acaba substituído por uma rotina de restrições.
Em outra escala, mas com impacto igualmente nocivo, a falta de espaços em muitas calçadas das principais vias de comércio da região também compromete a liberdade de circulação. Quando não estão mal conservadas, tornam-se extensões irregulares de estacionamentos. Veículos são deixados de forma irresponsável, muitas vezes bloqueando completamente a passagem de pedestres, obrigando cidadãos — inclusive crianças, senhoras e idosos — a disputar espaço no meio da rua com o tráfego de automóveis.
Garantir o espaço público é garantir dignidade. Seja nas ruas das comunidades, seja no asfalto, é preciso criar ações para assegurar a liberdade de circulação. Caminhar livremente por uma calçada ou garantir o acesso de veículos nas comunidades não pode ser um privilégio — é um direito que precisa ser protegido.
Pichação e Vandalismo
Ser da Ilha faz a diferença
Linhas circulares