Opinião

Opinião - José Richard

Na Ilha do Governador não param de abrir farmácias e drogarias


Por José Richard

29/11/2019 - Edição 1965

O negócio de farmácias e drogarias deve ser o mais rentável de todos, no momento. Na Ilha do Governador não param de abrir novos espaços, sejam em instalações pequenas e médias, ou lojas de grandes redes. Nada contra, mas é estranho que numa calçada de apenas um quarteirão tenha seis, como é o caso na Portuguesa, onde Crystal, News, Pacheco, Pague Menos e Raia, disputam o mercado.

Parece que a população está satisfeita, ninguém reclama sobre o atendimento nem dos preços. Então, a questão é apenas curiosa e sinal dos tempos. No Cacuia, na loja de pastel do chinês, que ficava em frente ao Mundial, vai abrir outra farmácia, a Cumame, nada estranho se não estivesse localizada ao lado de outras duas. É inacreditável!

Na Portuguesa, no local onde funciona a Papelaria Toca da Ilha, que fecha as portas no final de dezembro, será instalada, a partir de janeiro, outra grande Drogaria Venâncio. Que tenham sucesso! Afinal, são mais vagas de emprego.

Fora isso, só não acho que faça muito sentido farmácias venderem refrigerantes, sandálias havaianas, balas, pirulitos e produtos de beleza entre outros itens estranhos ao ramo. Drogarias e farmácias deveriam só vender remédios, e como isso não acontece, prejudicam e concorrem com diversos segmentos do mercado que sentem a queda nas vendas e fecham as portas.

Bons tempos, quando os donos de farmácias também eram vistos no balcão e conversavam com os clientes, tipo o saudoso farmacêutico Loyola da Farmácia Boriloy, no Cacuia, que até tinha algumas fórmulas mágicas.

Outros tempos.