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ONG Solidariedade pode parar atividades

Grupo de caridade está sem recursos para continuar ajudando necessitados


02/04/2021 - Edição 2035

Grupo da Solidariedade precisa de mais recursos financeiros para manter atividades que ocorrem há 18 anos e atenderam 20 mil pessoas
Grupo da Solidariedade precisa de mais recursos financeiros para manter atividades que ocorrem há 18 anos e atenderam 20 mil pessoas

O Grupo da Solidariedade, entidade sem fins lucrativos com sede no Tauá, que realiza um relevante trabalho social na região há 18 anos, corre o risco de encerrar as atividades. De acordo com a idealizadora da ONG, a professora insulana Fátima Vasconcellos, o grupo passa por um sério problema financeiro agravado nos últimos meses pela pandemia da Covid-19, que diminuiu consideravelmente a colaboração dos sócios-colaboradores.

Fundada em 2003, a ONG Solidariedade já atendeu mais de 20 mil pessoas sendo a maioria de insulanos. Neste cenário de pandemia, que já dura um ano, a procura por ajuda na instituição triplicou à medida que as doações e colaborações foram diminuindo. Segundo Fátima, até mesmo algumas pessoas que eram colaboradores ativos passaram a receber assistência do grupo, já que neste período fecharam lojas e as pessoas perderam seus empregos. Mesmo diante das dificuldades, Fátima diz que a ONG seguirá funcionando pelo menos até o final de abril quando será reavaliada a real condição financeira.

— A Solidariedade realiza este trabalho há 18 nos de forma voluntária, sem ajuda do governo, e quem sempre manteve a instituição foram os colaboradores. O ano de 2020 foi muito difícil e chegamos nesta situação em virtude da consequência desta pandemia. Nós precisamos da ajuda dos amigos. Se os amigos não abraçarem esta causa, com muita dor no coração teremos que encerrar este trabalho de amor ao próximo, de caridade, uma verdadeira benção de Deus – lamenta esperançosa a presidente Fátima Vasconcellos.

A ONG costuma oferecer cestas básicas para famílias cadastradas, ajuda com cadeiras de rodas, camas hospitalares, cursos para gestantes de comunidade, além dos atendimentos nos consultórios médicos. Um grupo com cerca de 70 crianças autistas também se mantém com atividades voltadas à musicoterapia. No último final de semana, equipes de voluntário da ONG realizaram uma ação de Páscoa distribuindo dezenas de caixas de bombons para os mais necessitados.

— Tenho muita esperança de que conseguiremos ultrapassar esse momento difícil com a ajuda de todos. Este trabalho é grande, bonito, muita gente usufrui. Temos que pedir a Deus para superar as dificuldades e dar continuidade ao trabalho – conclui Fátima.

Com o objetivo de tentar manter o funcionamento da ONG, uma vaquinha virtual foi lançada na internet cuja meta é atingir R$ 60 mil, valor que corresponde a 12 meses do aluguel da sede. Até o momento, 66 pessoas haviam ajudado e a vaquinha já arrecadou R$ 8,6 mil. Para ajudar o link é: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/a-ong-solidariedade-nao-pode-acabar. Informações: 3975-6041.