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Muitos insulanos não usam máscaras nas ruas

Falta da máscara ou o uso incorreto aumentam o perigo de contágio


24/07/2020 - Edição 1999

Nas áreas públicas de lazer muitas pessoas fazem caminhadas e praticam esportes coletivos sem máscaras e sem distanciamento
Nas áreas públicas de lazer muitas pessoas fazem caminhadas e praticam esportes coletivos sem máscaras e sem distanciamento

Uma das principais defesas usadas para diminuir a possibilidade contágio do novo coronavírus entre as pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o uso de máscaras. No entanto na Ilha, nas últimas semanas aumentou a quantidade de pessoas que estão desrespeitando tal recomendação em áreas de lazer e locais com aglomerações, principalmente nos bairros da Portuguesa, Cacuia e Cocotá, onde há maior concentração de lojas.

Em enquete realizada nas redes sociais do Ilha Notícias, 60% dos insulanos informaram que vizinhos ou pessoas próximas não estão fazendo o uso de máscara. Nas ruas uma parcela considerável não faz uso de máscaras e outros utilizam de modo errado no queixo. Segundo o infectologista Lauro Viana, a probabilidade de uma pessoa infectada com o vírus contagiar outra com quem tem contato é alta se os dois estiverem sem máscaras.

— O uso de máscara em larga escala serve como uma base de proteção coletiva, principalmente pelo fato da covid-19 ser uma doença que apresenta uma alta taxa de pessoas assintomáticas, ou seja, estão infectadas, mas ainda não apresentaram sintomas ou nem irão apresentar. Essa pessoa mesmo sem saber pode estar transmitindo o vírus. A máscara diminui potencialmente essa taxa de contaminação através de gotículas expelidas. O uso da máscara vai além da autoproteção. É uma forma também de proteger o outro, em caso de uma inevitável aglomeração — analisa Lauro, ressaltando que a máscara é de uso individual e necessariamente precisa cobrir o nariz e a boca para servir como uma barreira física eficaz.

No município do Rio de Janeiro, o uso de máscara se tornou obrigatório para todos que estão fora de casa, sujeito a multa. A 12ª Inspetoria de Guarda Municipal, comandada pelo inspetor Wilson Pralon, tem realizado operações diárias batizadas de “blitz da vida”, que buscam auxiliar e orientar os cidadãos em relação ao uso de forma correta da máscara. Desde 9 de junho a GM já autuou 34 pessoas por infração sanitária.

— Temos todo um cuidado na abordagem ao cidadão, e a busca pelo diálogo é primordial. Distribuímos máscaras, temos viaturas com som autoexplicativo para que as pessoas coloquem as máscaras. Nossa intenção é salvar vidas. A infração é aplicada apenas em último caso quando não há uma compreensão por parte da pessoa — garante o comandante.