Notícias

Moradores sofrem com a sujeira e mau cheiro


09/01/2026 - Edição 2284

Despejo irregular de entulho e lixo fora das caçambas, revolta os moradores das proximidades que também sofrem com o mau cheiro
Despejo irregular de entulho e lixo fora das caçambas, revolta os moradores das proximidades que também sofrem com o mau cheiro

Moradores do Jardim Carioca denunciam a formação de um lixão ao redor de caçambas instalada pela Comlurb na esquina das ruas Copenhague e Sargento João Lopes. O local, que deveria receber apenas lixo domiciliar comum, tem sido usado de forma irregular pela própria população, acumulando entulho, móveis velhos e restos de obras.

Em qualquer horário, é possível flagrar pessoas descartando materiais proibidos no ponto. Sofás, colchões, pedaços de madeira, sacos de entulho e até uma cama já foram abandonados no entorno das caçambas. A situação se agravou a ponto de o lixo ultrapassar o espaço delimitado e invadir o canteiro da esquina, que havia sido revitalizado com pneus reutilizáveis e plantas ornamentais, numa tentativa de melhorar o visual e inibir o descarte irregular.

Segundo relatos, a iniciativa não surtiu efeito. O lixo passou a ser jogado por cima das plantas, danificando o espaço e intensificando o mau cheiro, que incomoda quem mora ou circula pela região. Além do impacto visual negativo, moradores temem riscos à saúde, com a proliferação de insetos e roedores.

O morador Adilson Pereira, que vive próximo ao local, afirma que o problema é recorrente e reflete a falta de consciência de parte da população. “Isso aqui não é ponto de descarte de entulho, mas as pessoas insistem. A Comlurb passa, recolhe o lixo, e minutos depois já tem sofá, madeira e resto de obra jogados de novo. Falta educação e respeito com quem mora aqui”, reclama.

De acordo com os moradores, a Comlurb realiza a coleta diária do lixo comum na caçamba, cumprindo o cronograma previsto. No entanto, a rápida reincidência do descarte irregular faz com que o local esteja quase sempre sujo, dando a impressão de abandono. A situação expõe um problema que vai além da limpeza urbana e envolve comportamento coletivo.

Apesar de reconhecerem a responsabilidade direta de quem descarta de forma irregular, os moradores cobram também uma atuação mais efetiva do poder público. Entre as sugestões estão maior fiscalização, aplicação de multas, instalação de placas informativas e a criação de um ponto adequado para recolhimento de entulho e móveis velhos em mais locais da região.

Não adianta só limpar. É preciso orientar, fiscalizar e oferecer uma solução correta para quem precisa descartar esse tipo de material - defende Adilson.