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Ilha tem 1º caso de Varíola dos Macacos

Morador infectado pela Monkeypox foi identificado no Galeão


05/08/2022 - Edição 2105

Testes do novo vírus são parecidos com os da Covid-19
Testes do novo vírus são parecidos com os da Covid-19

A Ilha do Governador teve o primeiro caso confirmado do vírus Monkeypox, conhecido popularmente como a varíola dos macacos. A informação foi confirmada em relatório divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde na última sexta-feira (29), através do georreferenciamento da distribuição de casos confirmados da doença, onde aparece uma pessoa contaminada no bairro do Galeão.  

Esta confirmação serve para ligar um sinal de alerta nas unidades de saúde da região para que haja uma maior filtragem nos sintomas dos pacientes para afastar qualquer diagnóstico que se assemelhe.  

Há dois meses funciona um serviço de monitoramento feito pela Superintendência de Vigilância em Saúde da prefeitura do Rio para analisar o cenário epidemiológico nacional e internacional da Monkeypox.  Já foram realizadas palestras com profissionais de saúde cujo objetivo é atualizar sobre como agir diante de um paciente que apresente sintomas da doença. O aparecimento de lesões na pele é o sintoma mais comum da varíola dos macacos. São feridas que começam como manchas planas e avermelhadas e que geralmente evoluem para bolhas mais volumosas, que se enchem de um líquido amarelado.  

O secretário de saúde, Rodrigo Prado, alerta para formas de prevenção da doença

— Essas feridas, que aparecem com mais frequência no ânus, genitais, rosto, mãos ou mucosa da boa, são muito infecciosas. Outros sintomas comuns são a dor de cabeça forte, nas costas, febre alta e formação de ínguas. A transmissão ocorre por contato próximo aos infectados, através das vias respiratórias, lesões de pele, fluidos corporais, objetos contaminados e relações sexuais. O período de incubação do vírus é de até 21 dias — afirma o médico infectologista Rafael Galliez, que faz parte do grupo de trabalho organizado na UFRJ para diagnosticar casos de Monkeypox e reduzir a cadeia de transmissão da doença. 

Embora contagiosa, o vírus Monkeypox tem uma letalidade baixíssima, com mais de 99% dos pacientes infectados se recuperando bem. No entanto, existem grupos, como o de crianças menores de oito anos, pacientes com sistema imunológico comprometido e indivíduos com histórico de doenças inflamatórias de pele, que correm um risco maior de desenvolver complicações mais graves. De acordo com especialistas, ainda não há um tratamento específico definido, porém, é recomendado o isolamento do paciente até cicatrização completa das feridas.  

— O tratamento atual tem como objetivo aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas. A higienização das mãos com sabão ou álcool em gel é uma forma de prevenção, assim como o uso de máscara como equipamento de proteção individual, como já é feito para evitar outras doenças virais respiratórias — finaliza o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado.