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Calçadas na orla podem desmoronar

Ação das marés e falta de obras de conservação tornam locais perigosos para caminhar


11/09/2020 - Edição 2006

Calçada da orla da Praia da Rosa, próximo ao Estaleiro Eisa, pode desmoronar
Calçada da orla da Praia da Rosa, próximo ao Estaleiro Eisa, pode desmoronar

Para quem gosta de caminhar ou correr na orla da região é preciso ter cuidado redobrado com a condição de alguns trechos que apresentam grandes problemas provocados pela ação do tempo, mares e falta de manutenção. O assoreamento ocasionado quando a maré está alta tem provocado a erosão de calçadas e a formação de grandes crateras que podem colocar em risco os pedestres. As calçadas junto às orlas da Praia das Pitangueiras, Praia da Bandeira, Praia da Rosa e Praia do São Bento são exemplos de locais que necessitam de conservação urgente para evitar que o transtorno não se transforme em tragédia.

Moradores dessas localidades estão bastante preocupados e temem que a ação contínua da maré e a inércia da falta de manutenção, com o passar do tempo, cause o desmoronamento das calçadas e até mesmo do asfalto das pistas. Segundo o insulano Rodrigo Alves, 45, morador das Pintagueiras e que realiza caminhadas diárias na orla, a alternativa encontrada para driblar os buracos é atravessar a pista ou se arriscar na via entre os carros.

Buracos são perigo na orla das Pitangueiras

— É uma situação altamente desconfortável e perigosa. Já ouvi relatos de idosos que tropeçaram e caíram em buracos ao longo da orla das Pitangueiras. É um problema grave que persiste há anos e ninguém faz nada. Aqui no Brasil é assim, as autoridades esperam acontecer o pior para tomar providências. É o velho ditado que já conhecemos bem: água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Mas se não fizerem nada há sérios riscos das calçadas desmoronarem — disse o morador.

Outra preocupação dos moradores é com o trecho da orla da Praia da Bandeira na via que liga o bairro ao Aterro do Cocotá. A rua está literalmente rachando ao meio, enquanto a calçada e o muro de contenção já estão com crateras. A Defesa Civil chegou a interditar parte desta via, mas, até então, nenhuma obra para recuperação começou a ser feita. O motorista e morador da redondeza, Pedro Souza, que passa pelo local todos os dias, disse que já ouviu até estalos no asfalto e na calçada quando seu veículo passava.

— Já passou da hora de algo ser feito. A cada dia que passo aqui eu vejo o asfalto ceder mais e mais. A qualquer momento isso vai cair e não vai ser por falta de aviso — lamenta Pedro.