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Barcas ainda são alvo de reclamações

Queixas: horários, viagens demoradas e falta de integração com o Jaé


25/09/2026 - Edição 2321

Usuários das barcas alegam que, apesar de ser operado por uma nova concessionária, o serviço continua apresentando os mesmos problemas
Usuários das barcas alegam que, apesar de ser operado por uma nova concessionária, o serviço continua apresentando os mesmos problemas

Mais de um ano após a Barcas Rio assumir a operação do transporte aquaviário, os passageiros da Ilha do Governador continuam apontando problemas no serviço. Entre as principais reclamações estão a quantidade reduzida de horários, a demora das viagens, as condições de algumas embarcações e a falta de integração com outros modais, como os ônibus.

Atualmente, a linha Cocotá–Praça XV conta com apenas três viagens em cada sentido nos dias úteis. As partidas do Cocotá acontecem às 7h, 8h e 9h20, enquanto os retornos da Praça XV são às 17h30, 18h40 e 19h50. Além disso, não há operação aos fins de semana e feriados.

Para Fernando Tavares, usuário frequente das barcas, a ausência de viagens aos sábados e domingos é um dos problemas do serviço.

— Não ter opção de barca aos sábados e domingos é ruim, sobretudo para pessoas como eu, que trabalho aos finais de semana. A gente é obrigado a ir de ônibus, que não tem a mesma comodidade e segurança — conta.

A irregularidade das embarcações também é motivo de insatisfação. A concessionária conta com três modelos diferentes de barcas para as viagens. Embora a empresa informe que a travessia pode ser feita em até 61 minutos, cada uma das três embarcações faz o trajeto em um tempo diferente. A embarcação Charitas, por exemplo, é a mais antiga da estação e a mais lenta.

— É muito ruim — resume Fernando Tavares.

Outra crítica é quanto aos horários disponíveis. Para muitos usuários, as viagens não atendem a maior parte dos insulanos, ainda mais tendo em vista a irregularidade no tempo de viagem.

— Para mim, que pego a barca às 9h20, o serviço é satisfatório. Mas para o meu filho, que precisa sair de casa mais cedo, a barca já não atende. Por isso muitas vezes ele vai de carro, porque se fosse de barca, ele não chegaria no trabalho a tempo — conta Cristina Gonzalez, completando em seguida — A viagem poderia ser mais rápida.

Já Cleber Matos defende a criação de mais viagens durante a tarde, mesmo que sejam utilizadas embarcações menores.

— O insulano que tenta ir para o Centro de ônibus no período da tarde pega um engarrafamento infernal. Deveria haver mais horários. Poderia ter viagens de duas em duas horas entre 12h e 17h — sugere.

Outra reclamação é a falta de integração com o Jaé. Atualmente, o sistema de bilhetagem municipal não é aceito nas barcas, que são um modal de concessão estadual. “Tá faltando o Jaé. Só aceitam o RioCard!”, reclama Cleber.

Para os passageiros, a barca continua sendo uma alternativa importante para fugir do trânsito e chegar ao Centro, mas a oferta atual ainda limita o uso do serviço por boa parte dos moradores.