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Aumenta furto de fios e cabos na Ilha

Crime causa muitos transtornos à população durante a pandemia


03/07/2020 - Edição 1996

O alto preço pago na venda do cobre dos cabos e fios estimula a ação de ladrões que agem à noite em ruas escuras e desertas
O alto preço pago na venda do cobre dos cabos e fios estimula a ação de ladrões que agem à noite em ruas escuras e desertas

Os furtos de fios de telefone, internet e cabos de cobre, continuam a atormentar moradores do Jardim Guanabara. Os crimes normalmente acontecem à noite, quando os ladrões procuram ruas pouco iluminadas para agir. Este tipo de crime gera grande dor de cabeça as famílias atingidas que sofrem as consequências de ficar sem internet, televisão e telefone, às vezes, por semanas.

As empresas responsáveis pelos serviços amargam sérios prejuízos financeiros já que são obrigados a repor o material roubado e fazer os reparos nas redes. Os cabos de cobre furtados normalmente são vendidos em ferros velhos, que pagam até R$ 22 por quilo. O alto valor pago parece estimular os bandidos que já agem na região há alguns anos. Uma moradora da Rua Grão de Areia, no Jardim Guanabara, que preferiu não se identificar, flagrou uma ação na madrugada de sábado (27) pede que as autoridades tomem providências.

— Nós sofremos constantemente com esse problema, há tempos, mas agora parece que a ação dos bandidos aumentou. Fiquei sem internet essa semana até quarta-feira (1) por conta do furto. Os criminosos sobem nos postes e puxam os fios com tanta força que danifica todos os outros fios que eles não querem furtar. Nessa época em que se tem a necessidade do isolamento social, a internet funciona como uma grande ferramenta para entreter as crianças em casa. É preciso que a polícia faça coisa.

Na semana passada, a moradora da Rua Marino da Costa, Joana Miranda, flagrou pela terceira vez da janela de seu apartamento a ação dos bandidos, que de acordo com ela foi bem demorada. “Com tranquilidade, dois homens subiram no poste e arrancaram os fios. Os vizinhos ligaram para polícia, que não apareceu. Depois de uma hora, eles saíram caminhando pela Rua Cambaúba, como se nada tivesse acontecido”, disse desolada.

De acordo com a polícia, a ação de investigação é dificultada, porque os moradores procuram as empresas para realizar o conserto, mas não fazem o registro de ocorrência para relatar os crimes. Desta forma, segundo a PM, responsável pelo policiamento ostensivo, não existe a informação para realocar uma patrulha para os locais com maior incidência do delito. O delegado da 37ª DP, Marcus Henrique, disse que tem conhecimento de alguns desses furtos na região e está trocando informações com o 17ºBPM para agir contra esses criminosos.