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Aldemir Gomes é a Ilha nas Olímpiadas

O velocista, nascido no Boogie Woogie, pode conquistar medalha para o Brasil


22/07/2021 - Edição 2051

Aldemir já possui diversas conquistas sul-americanas
Aldemir já possui diversas conquistas sul-americanas

A Ilha do Governador terá seu representante nos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começa oficialmente nesta sexta-feira (23). Após estar presente em Londres 2012 e no Rio 2016, o velocista Aldemir Gomes, de 29 anos, cria do morro do Boogie Woogie e atualmente morador da Portuguesa, vai para sua terceira olímpiada consecutiva. O atleta, que já teve a oportunidade de disputar provas olímpicas com lendas do esporte como o recordista mundial Usain Bolt, está em Tóquio com chances reais de ser finalista dos 200 metros rasos e, quem sabe, conquistar uma medalha.  

A paixão pelo atletismo foi um divisor de águas na vida do atleta insulano, que teve uma infância bastante difícil marcada pela perda dos pais logo aos cinco anos de idade. O apoio dos tios Paulo e Regina, unido aos incentivos da técnica Vânia Valentino foi fundamental para a revelação de Aldemir no esporte, que começou a praticar aos 10 anos e serviu para driblar as adversidades da vida.  

As conquistas de Aldemir em provas dos jogos escolares, sul-americanos e mundiais, o projetaram como um dos principais atletas brasileiros do atletismo há cerca de uma década.  

— Estou bastante orgulhoso de ser, hoje, uma referência do local de onde eu vim, fui criado, que é a Ilha do Governador. Sou muito feliz de ter saído de um lugar onde existem pessoas maravilhosas, que torcem por mim. Viver isso é sensacional, é um evento diferente, o mais importante da terra. O maior show do esporte e vou lutar para marcar ainda mais meu nome aqui — afirma o esportista.   

O insulano vai para a sua terceira Olimpíada seguida

Aldemir Gomes chegou ao Japão no início desta semana juntamente com a equipe de atletismo que representará o Brasil nos jogos. De acordo com ele, a distância entre os países e os protocolos sanitários tornaram a viagem muito cansativa. No entanto, o atleta afirma estar adaptado ao fuso horário de 12 horas e espera, com os treinamentos dos próximos dias chegar na sua melhor forma no dia 29 de julho, quando começam as provas de atletismo. 

— O atleta olímpico treina por ciclos. Neste ciclo olímpico tivemos a oportunidade, por conta da pandemia, de treinar por cinco anos. A culminância dos treinamentos é sempre para chegar o melhor possível nos jogos. Acredito que posso chegar à final. Meu melhor resultado me colocaria hoje entre os cinco melhores do mundo. É nisso que me baseio. Se eu melhorar meu melhor tempo, existe a possibilidade real de conquistar uma medalha. Seria incrível! — finaliza