14/08/2026 - Edição 2315
Vítimas de violência doméstica e familiar atendidas pela 37ª Delegacia de Polícia passam a contar com uma rede de apoio que vai além da investigação criminal. Em parceria com a Universidade Estácio de Sá, do Galeão, a delegacia implantou o Programa de Acolhimento Interinstitucional às Vítimas de Violência Doméstica, oferecendo atendimento psicológico gratuito, orientação jurídica e ações voltadas à empregabilidade, com o objetivo de interromper o ciclo da violência e promover a reconstrução da vida das vítimas.
A iniciativa surgiu da constatação de que muitas mulheres retornam ao convívio com o agressor por falta de suporte emocional, financeiro ou jurídico. Enquanto a 37ª DP realiza o acolhimento inicial por meio do Núcleo de Atendimento à Mulher (NUAM) e conduz as investigações, a universidade assume o atendimento continuado, por meio dos cursos de Psicologia, Direito e Gestão.
O fluxo de atendimento foi estruturado para garantir que a vítima não fique desassistida. Após registrar a ocorrência na delegacia, ela é encaminhada digitalmente para a Estácio, onde passa por acolhimento, triagem e atendimento interdisciplinar conforme suas necessidades. O acompanhamento é realizado de forma integrada entre as duas instituições, com total sigilo e avaliações periódicas do programa.
Entre os serviços oferecidos estão o acompanhamento psicológico para superação dos traumas, orientação profissional para fortalecimento da autonomia financeira e esclarecimentos sobre direitos, medidas protetivas e demais encaminhamentos legais. A proposta também fortalece a formação acadêmica dos estudantes envolvidos, integrando ensino, extensão e responsabilidade social.
Para o delegado titular da 37ª DP, Felipe Santoro da Silva, o programa representa uma evolução na forma de atendimento às vítimas de violência doméstica.
— Nosso compromisso não termina no registro da ocorrência. Queremos garantir que a vítima tenha condições reais de reconstruir sua vida. Essa parceria com a Universidade Estácio amplia a rede de proteção, oferecendo suporte psicológico, orientação jurídica e ferramentas para a autonomia financeira. É um modelo inovador que coloca a dignidade da vítima no centro das ações e que pode servir de referência para outras unidades da Polícia Civil — afirma o delegado.
Além de ampliar a proteção às vítimas, o programa foi concebido para servir de modelo a outras delegacias do estado. A iniciativa também já está sendo utilizada na capacitação de alunos da Academia de Polícia Civil (ACADEPOL), reforçando o potencial de replicação da parceria entre universidade e poder público.